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quinta-feira, 7 de maio de 2020

Revista recebe artigos sobre turismo e governança territorial em tempos de pandemia

Por: Joao Doarth

A equipe editorial da Revista Ateliê do Turismo (ISSN 2594-8407) convida toda a comunidade acadêmica a submeter artigos, ensaios, relatos, entrevistas e resenhas inéditos para uma edição especial, intitulada “Lições e perspectivas sobre turismo e governança territorial em tempos de pandemia”, a ser publicada em outubro de 2020.

São esperados textos com resultados de pesquisas aplicadas acerca dos diversos segmentos da atividade turística, assim como estudos bibliométricos e ensaios teóricos sobre turismo, hospitalidade e temas relacionados.

Este projeto editorial foi pensado no contexto da pandemia, motivado pela disseminação, em escala global, do Coronavírus (CID10) e a consequente moléstia denominada COVID-19.

Os editores incentivam, entretanto, que os autores submetam estudos sobre crises de saúde pública passadas, a atual e mesmo futuras.

Sugere-se a interface entre temas centrais desta edição especial – turismo e governança territorial – e assuntos como sustentabilidade, gestão de crises, responsabilidade social corporativa, empreendedorismo, macroeconomia, gestão e políticas públicas, saúde pública e competitividade, por exemplo.

A Revista Ateliê do Turismo possui periodicidade semestral e conta, usualmente, com a contribuição de autores nacionais e internacionais, contemplando como missão proporcionar um espaço de diálogo, difusão e reflexão científica, proporcionando o fomento, acessibilidade e disseminação dos estudos acadêmicos e científicos relacionados ao Turismo e Hospitalidade.

Para esta edição, atuará como convidado, para coordenação e supervisão, o Prof. Dr. Aristides Faria Lopes dos Santos, do Instituto Federal de São Paulo (IFSP).

O periódico tem abrangência nacional e internacional, e os trabalhos escritos podem ser enviados em português, espanhol e inglês. O prazo para submissões é até o dia 15 de setembro de 2020.

Mais informações podem ser consultadas no site da revista, nos menus institucional  (https://periodicos.ufms.br/index.php/adturismo/about), submissões (https://periodicos.ufms.br), equipe editorial (https://periodicos.ufms.br/index.php/adturismo/about/editorialTeam) e contatos (https://periodicos.ufms.br/index.php/adturismo/about/contact).

Fonte: https://cpaq.ufms.br/revista-recebe-artigos-sobre-turismo-e-governanca-territorial-em-tempos-de-pandemia/

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Panorama do mercado brasileiro de viagens e turismo pré-pandemia



Por: Aristides Faria, docente do Instituto Federal de São Paulo.

Em 11 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu como pandemia a presente crise de saúde pública motivada pela disseminação em escala global do novo Coronavírus (CID10), o que motivou intensos esforços para a desmobilização da cadeia produtiva do turismo.

Isto é, importantes ações de contenção da mobilidade das pessoas foram tomadas de maneira a reduzir os riscos de contaminação comunitária importada e massiva nos mais diferentes países.

Aqui você pode acessar um documento que apresenta um - breve - panorama do mercado brasileiro de viagens e turismo nos anos recentes, ou seja, pré-pandemia.

É esperado que este texto, o qual já vinha em elaboração por razões diversas, possa servir de ponto de partida ou referência para estudos futuros a respeito da reestruturação social e econômica do setor pós-pandemia.

Acesse o artigo completo aqui!

domingo, 29 de março de 2020

Atividade turística pode ser vetor para a reestruturação social e econômica pós-pandemia

Escrevo este texto em 29 de março de 2020, quando o Coronavírus CID10 impôs um novo modo vida a cidadãos de todo o planeta. País após país têm submetido seus habitantes a um período de quarentena por tempo indeterminado.

Em 11 de março a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a presente crise como pandemia, o que motivou intensos esforços para a desmobilização da cadeia produtiva do turismo. Isto é, importantes ações de contenção da mobilidade das pessoas foram tomadas de maneira a reduzir os riscos de contaminação comunitária importada e massiva nos mais diferentes países.

O deslocamento das pessoas, seja por trabalho ou lazer, por exemplo, é condição elementar do setor de viagens e turismo. Do mesmo modo, serviços de hospedagem, gastronomia e entretenimento, dependem em boa parte dos fluxos turísticos. Neste sentido, torna-se evidente que o primeiro – e um dos principais – setores da economia global a sentirem os efeitos colaterais da presente pandemia foi o turístico.

Feita esta contextualização, acredito que os leitores já perceberam que será longa a jornada para se reestruturar o setor turístico quando esta crise passar. Está claro, então, que os negócios do setor, assim como da frágil economia brasileira como um todo, demandarão intensos esforços para ingressar em nova fase de crescimento dentro dos ciclos (macro e micro) econômicos.

Algumas perguntas essenciais para os gestores de destinos e serviços turísticos:
  • Quais segmentos turísticos são prioritários em sua localidade?
  • Quais setores da economia são predominantes em sua região?
  • Quais serviços turísticos são predominantes em seu destino?
  • Quanto tempo durará o período de quarentena (rígido, moderado, vertical, horizontal... seja como for)?
  • Em qual prazo sairemos do período recessivo no qual estamos prestes a mergulhar involuntária e inevitavelmente?
  • O empresariado local e regional compartilha de confiança mútua, sendo capaz de estabelecer parcerias sólidas com vistas ao reestabelecimento econômico sustentável?


Particularmente, não espero respostas a todos estes questionamentos. Aliás, estou seguro de que há muitas outras perguntas a serem feitas. Penso, sim, que o estabelecimento de visão compartilhada e o empreendimento de esforços despidos de cores partidárias são condicionantes para o bom sucesso de quaisquer estratégias que venham a ser implementadas no sentido de reestruturar o setor de viagens e turismo no mundo, no Brasil, no litoral paulista e aqui em Cubatão.

Me parece sensato antever que uma vez que, tão logo seja possível encerra o período de quarentena, as pessoas buscarão o lazer e o entretenimento (especialmente ao ar livre), assim como opções de turismo de baixo custo (em geral). É tempo de planejar a oferta de produtos inovadores capazes de proporcionar experiências memoráveis!

A pretensa derrocada da economia regional e mesmo nacional não pode ser o rótulo do medo, mas motivação para a criatividade, o empreendedorismo e o estabelecimento de alianças estratégicas entre negócios de micro, pequeno, médio e grande portes, baseadas na confiança, cooperação e no altruísmo – característicos das relações de hospitalidade.

Preciso mencionar que é tempo de repensar – muito – sobre quais são, na prática, os papéis do poder público e dos agentes políticos. A politização de uma questão de saúde pública em nada ajuda a mobilização da sociedade para a ação eficiente e efetiva.

A consecução de resultados eficazes se dará, em minha visão, tão somente por meio da ação planejada e liderada por docentes, pesquisadores, servidores públicos, empresários e/ou cidadãos conscientes de sua corresponsabilidade local, regional e planetária.

Neste sentido, destinos e prestadores de serviços turísticos têm a chance de repensar seu posicionamento e suas prioridades, assim como potencialidades e fraquezas para que a atividade turística se consolide como vetor para a reestruturação social e econômica pós-pandemia.

Um forte abraço!

Sucesso sempre,

Aristides Faria

UNWTO | Healing solutions for tourism challenge


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